Começo de noite. Uma chuva forte.
De repente, acaba a energia!!!! (Muitas exclamações para realçar o espanto).
Sem internet, e-mails, MSN, navegadores sem rumo. O que fazer?! (Interrogação e exclamação juntas para enfatizar agora o horror do momento).
Uma família com pais e filhos vivenciando o drama.
Procuram-se as velas que nunca sabemos onde as deixamos e sempre temos que encontrá-las nesse momento, no escuro.
E agora? Essa energia será que demora? O que fazer? Você pergunta.
Ora.
Conversar, eu respondo (acho que merecia uma exclamação aqui, mas deixe pra lá).
Sim. Conversar não dói. Acreditem.
Na sala, agora iluminada pela pequena chama, podemos nos ouvir no silêncio dos aparelhos desfalecidos momentaneamente.
Ouvir e nos comunicar, trocar palavras, saber uns dos outros. Dar boas risadas.
A interrupção da energia, também acabou com a pressa, com o web-compromisso que virou rotina e cedeu lugar a comunhão.
A cena de uma família, um grupo, na sua sala, em torno do fogo é semelhante à de milhões de anos atrás em algumas cavernas desse nosso mundão.
Comunicação.
Convivência.
Sem dúvida que nada mais ágil e de esplêndida comunicação do que a internet e suas vias sem fim. Sou viciado nisso, reconheço.
Mas me refiro ao convívio com os nossos, da nossa caverna, que está sendo deixado de lado.
A TV, décadas atrás, era a caixinha pela qual ficamos vislumbrados enquanto os contadores de estórias deixaram a sala.
Agora temos uma outra caixinha ainda mais fascinante, pois existe a interação. Ela responde.
As cavernas atuais se dividem em sub-cavernas para a separação dos sub-grupos internos.
Nem a “caça” é mais apreciada em conjunto. É partilhada e cada um a devora em seu canto.
E assim caminhou a humanidade.
Vamos manter as velas acesas principalmente aquela chaminha interna.
Não esperemos a energia faltar. Nos desliguemos em troca de preciosos momentos.
Unplugged!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
No tempo das cyber-cavernas.
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Um comentário:
Realmete parece que a evolução nos fez perder, ou esquecer, um pouco do convivio humano...
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